BOLETIM DINÂMICO DA DENGUE - BAHIA 2014

 

Introdução

..........O Boletim Epidemiológico Dinâmico da Dengue é um aplicativo para produção automática de informações relativas à dengue no estado da Bahia e em seus municípios a partir do relacionamento de diversas fontes de dados alimentadas diariamente por trabalhadores que compõem o sistema de saúde estadual. Dentre as fontes de dados inclui-se o Sistema de Informaçao de Agravos de Notificações (SINAN), que é gerenciado pelo Ministério da Saúde. Graças a esse esforço coletivo, profissionais da saúde e população em geral têm acesso online às informações mais atualizadas e qualificadas do Estado e de seus 417 municípios.

Frequência de casos registrados

..........Até a 43ª semana epidemiológica de 2014 foram informados pelas unidades de saúde e registrados no SINAN 21215 casos suspeitos de dengue no estado da Bahia. Destes, 6062 foram classificados como dengue, 109 como dengue com sinais de alarme, 34 como dengue grave e 7760 foram descartados. Estão sem classificação 7250 casos. No mesmo período de 2013 foram notificados 83630 casos de dengue, portanto, o número de casos atual corresponde a um decremento de 74.63%. Os dez municípios com os maiores números de casos notificados em 2014, até o momento, são: Salvador (6775), Feira de Santana (1622), Itabuna (1168), Juazeiro (0674), Ilheus (0526), Barra da Estiva (0488), Teixeira de Freitas (0373), Casa Nova (0338), Jequie (0304) e Serrinha (0230) (QUADRO 1).

Considerando apenas os registros desde a semana de início de sintomas 40 (cerca de 15 dias atrás) o ranking fica: Salvador (0129), Itabuna (0038), Vera Cruz (0026), Feira de Santana (0022), Jequie (0010), Adustina (0010), Cicero Dantas (0008), Juazeiro (0007), Wagner (0005) e Porto Seguro (0005).

Cabe ressaltar que alguns municípios não aparecem entre os dez com maiores números de casos registrados no SINAN nos últimos quinze dias em razão do atraso no processo de digitação das Fichas de Notificação Individual, fato considerado como um dos principais fotores de risco para ocorrência de epidemias.

Na Bahia, a maior epidemia de dengue ocorreu em 2009, quando foram registrados mais de 123 mil ocorrências. Embora o número de casos tenha reduzido nos anos seguintes em relação a 2009, desde então tem-se registrado mais de 50 mil casos de dengue a cada ano, confirmando a dengue como um dos princiapais problemas de saúde pública de nosso estado. Uma série histórica com o número de casos notificados de dengue no estado da Bahia está apresentado no gráfico a seguir:

..........Embora a dengue ocorra o ano todo no estado da Bahia, a distribuição deste agravo concentra a maior parte dos casos no primeiro semestre, fato associado à elevação das tempreaturas e das chuvas. A distribuiçao semanal da frequência dos casos suspeitos registrados no ano corrente e no ano anterior está apresentada no gráfico a seguir:

..........Assim como ocorre em relação ao tempo, a distribuição espacial dos casos de dengue também não é homogênea, mas segue um padrão agregado e quase sempre nas mesmas regiões do Estado. Muitos são os fatores associados a este padrão, dentre eles a organização dos serviços de vigilância e controle da dengue nos municípios e as diversas características ambientais que favorecem o sucesso reprodutivo do Aedes aegypti nessas áreas. Um mapa com a frequência de casos que incidiu nos municípíos desde a semana 40 está representada no mapa a seguir:

Google Maps JavaScript API v3 Example: Heatmap Layer

.......... Nem sempre a distribuição espacial dos registros de casos suspeitos de dengue é semelhante à distribuição espacial dos exames específicos para diagnóstico da dengue. Isto ocorre porque há subnotificação dos casos em alguns municípios e porque os dados laboratoriais de alguns municípios não entram oportunamente na base de dados do LACEN estadual. Sendo assim, para uma avaliação mais precisa da distribuição da dengue no estado é necessário analisar, também, um mapa com a distribuição dos exames laboratoriais específicos para diagnóstico deste agravo. Para vizualizar um mapa com a distribuição do número de amostras enviadas ao Lacen estadual para realização de sorologia para diagnóstico da dengue clique aqui.

..........Quando analisamos a distribuição da frequência e proporção dos casos notificados por faixa etária, observamos que em 2014 o maior número de casos ocorreu em indivíduos que estão entre as faixas etárias de 17 e 40 anos, com mediana igual a 28 anos, conforme os gráficos a seguir:

Diagrama de Controle

..........Diagrama de Controle é um gráfico que mostra a estimativa da frequência esperada de determinado evento em uma área e período. No diagrama a seguir, o limite máximo esperado para cada semana de 2014 foi calculado com base na média móvel (5 por média) das semanas somada a dois desvios padrões, tendo como referência a série histórica dos casos notificados por semana epidemiológica no período de 2003 a 2013, excluindo-se o ano de 2009 (epidêmico).

No gráfico acima, quando a barra vermelha (nº de casos deste ano) ultrapassa a linha azul (limite superior), dizemos que o Estado está tendo uma transmissão acima da esperada ou epidêmica.

Casos de dengue diferenciada (Fonte: Planilha Paralela).

..........Quanto às formas mais graves da doença ou dengue diferenciada (dengue com sinais de alarme e dengue grave, com ou sem evolução para o óbito), registraram-se 140 casos suspeitos em 46 municípios ( ver municípios), sendo 30 dengue grave, 60 dengue com sinais de alarme, 40 descartados e 10 sob investigação. Dentre todos os casos de dengue, confirmaram-se 12 óbitos.

..........A taxa acumulada proporcional de casos de dengue diferenciada registrada é de 6.6 por mil casos notificados. Em outras palavras, ocorre em média um caso de dengue diferenciada para cada 151.54 casos de dengue.

..........No Sistema de Informação Computadorizado de Urgência e Emergência da Central de Regulação do Estado da Bahia (SUREM) há 161 registros de solicitação de leito para paciente com dengue, distribuídos em 31 municípios ( ver municípios).

..........Nos gráficos a seguir, observa-se que a proporção de casos de dengue diferenciada entre os sexos é de 58.57% entre os homens e 41.43% entre as mulheres. Observa-se ainda, que a proporção dos sinais de gravidade nos casos de dengue grave são: sangramento grave (50%), choque (26.47%) e comprometimento grave de órgãos (23.53%). Quanto aos sinais de alarme, observa-se as seguintes proporções:

SINAIS DE ALARME %
Dor abdominal 24.88
Dor abdominal a palpação 5.63
Vômitos 19.25
Acumulo de líquidos 9.39
Sangramento de mucosa 20.66
Letargia 8.92
Irritabilidade 4.69
Hipotensão postural 3.29
Hepatomegalia 3.29
Aumento de hematócrito 0

 

Vigilância Laboratorial

..........Até o momento, o LACEN realizou 6779 sorologias pelo método ELISA IgM, resultando em 2547 amostras reagentes (37.57%). Para ver o percentual de sorologias (Elisa IgM) positivas segundo município e DIRES clique aqui e aguarde a resposta.

Dados gerais do município e processos de trabalho

..........O tempo transcorrido entre a data de captação do caso e a data de entrada do dado no sistema de informação pode ser determinante para a ocorrência, ou não, de epidemias de dengue. Busca-se, portanto, reduzir ao máximo esse atraso. O indicador usado pelo GT-Dengue da Bahia para mensurar a eficiência desse processo é a mediana das diferenças entre as datas de início de sintomas e as datas de digitação das Fichas de Notificação Individual (FNI) dos casos suspeitos de dengue, segundo semana epidemiológica, representado no gráfico a seguir:

..........As medianas das diferenças entre as datas de digitação no SINAN e as datas de início de sintomas segundo município, estão no quadro. (clique e aguarde a resposta!).

..........Para obter informações gerais dos municípios da Bahia, frequência de envios de dados do SISFAD, Planilha Paralela de Notificação, SINAN NET e DIAGDENGUE clique aqui e aguarde a resposta. Para indicadores relacionados às notificações no Sinan, Planilha Paralela e Lacen clique aqui e aguarde a resposta.

Mapa de Classificação de Risco

..........O Mapa Dinâmico de Classificação de Risco é um aplicativo desenvolvido para integrar diversas bases de dados, tais como as oriundas do SINAN e do Sistema de Informação Computadorizado de Urgência e Emergência da Central de Regulação do Estado da Bahia (SUREM), com o propósito de relacioná-las através de consultas estruturadas e produzir indicadores para classificar os 417 municípios do Estado da Bahia quanto a sua situação de transmissão de dengue nas fases Inicial (1 ou azul), Alarme (2 ou amarela) e Emergência (3 ou vermelha), com base em indicadores e parâmetros pré-estabelecidos pela equipe técnica da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e Ministério da Saúde (MS). A fase Inicial indica um provável início de transmissão de casos de dengue no município; a Fase de Alarme indica um aumento importante do número de casos nos últimos 15 dias, porém com freqüência abaixo do limite epidêmico e a fase Emergência representa uma situação de epidemia estabelecida ou com relevante evidência de que esteja acontecendo.

Para vizualizar um mapa com a situação de cada um dos 417 municípios do estado da Bahia, clique aqui e aguarde a resposta. O mapa será carregado em média após 100 segundos, dependendo da velocidade de conexão. Esse tempo é necessário em razão do elevado número de processos realizados pelo sistema.

 

 

Informações vetoriais

Quadro 1

Quadro 1

 

 

CASO SUSPEITO DE DENGUE:

..........Pessoa que viva ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha presença de Aedes aegypti que apresenta febre, usualmente entre 2 e 7 dias, apresenta duas ou mais das seguintes manifestações: náuseas, vômitos, exantema, mialgias, artralgia, cefaleia, dor retroorbital, petéquias ou prova do laço positiva e leucopenia.


SINAIS DE ALARME
Qualquer um dos sinais e
sintomas abaixo:
-dor abdominal intensa e contínua ou dor a palpação do abdomem
-vômitos persistentes
-hipotenção postural (lipotímia)
-sangramento de mucosas
-agitação ou letargia
-hepatomegalia maior do que 2 cm
-aumento progressivo do hematócrito
-acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural e pericárdico)

 

RECOMENDAÇÕES


..........Tomar muito líquido: água, suco de frutas, soro caseiro, chás, água de coco e sopas. Evitar automedicação. Manter a amamentação. Procurar assistência médica em caso de sinais de alerta.

Coordenação Técnica
GTFAD/CODTV
www.suvisa.ba.gov.br
gerenciadengue@gmail.com
(55) 71 3116 0029/0047
OUVIDORIA: 08002840011

 

Boletim atualizado em 26 de Outubro de 2014.

 
 

Desenvolvedor: Agnaldo Orrico, jatai1975@gmail.com, (71) 8813-7199.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

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